
Bem, Dublim está aos poucos se tornando próxima de minha rotina. Aqui e acolá, como é previsível, surgem uns sobressaltos: tal como em Praga, o gaélico que era falado por aqui ainda resiste por toda a cidade. As ruas, monumentos e nomes de lojas e algumas casas no comércio têm suas inscrições em inglês e no idioma antigo. Postarei algumas fotos dessas indicações nos próximos dias. A mão esquerda, que é a direção utilizada no trânsito, assim como a posição do motorista no lado direito, vão se tornando familiar. Caminhei um pouco pelo centro da cidade e deu para notar que não é tão grande assim, ainda que muito bonito e conservado. Os edifícios são muito baixos e com tijolo aparente, o que os torna parecidos, externando em algum momento certa monotonia ao olhar. O Temple Bar, um quadrilátero que domina a vida noturna da cidade, de dia decepcionou um pouco. Acho que à noite muda de cara e de frequência, justificando a fama dos pubs que por ali se encontram. Ficam no centro também as melhores livrarias da cidade. Visitei algumas e por aqui a literatura brasileira é uma famosa desconhecida. Sequer há seções para a literatura da América do Sul. Priorizam-se alguns autores, a exemplo de Jorge Luiz Borges. Mas nem tudo está perdido:
Os sertões, ainda que não tivesse nenhum exemplar à venda, havia sido feito pedido para chegar em meados de setembro de uma edição inglesa. O gerente de uma das livrarias disse ter um exemplar, que conhece o livro há algum tempo e, como no Brasil, sua leitura foi desencorajada pela aridez da escrita euclidiana. Como compensação, um contraponto: até agora os livros de Paulo Coelho não têm dado as caras.
Um comentário:
Olá, João! Quando voltará a postar aqui? Como foi a defesa da sua tese? É Solange, amiga de Márcia e Altair. Beijo
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